11/04/2017 Tecnologias de resgate: auxílio no salvamento de vítimas

Atualmente, a diversidade de ferramentas, equipamentos e acessórios para a busca e resgate das vítimas é muito grande. Entre eles, estão os VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados), mais conhecidos como drones, os robôs de resgate, as câmeras de imagem térmicas, os equipamentos de detecção e monitoramento de pessoas soterradas ou em estruturas colapsadas, as ferramentas de resgate veicular, assim como outras opções que estão surgindo neste mercado. 

No entanto, o consultor e instrutor especialista em Emergências, Jorge Alexandre Alves, destaca que muitas destas tecnologias existentes atualmente no mercado de busca e resgate não estão presentes nos serviços de emergência oferecidos no país. "No Brasil ainda é muito incipiente a utilização da maioria destes recursos tecnológicos para resgate técnico por parte dos serviços públicos de emergências, se limitando alguns destes recursos, somente nos serviços públicos em algumas das principais capitais do país. Entretanto, na indústria de alto risco, estas tecnologias já estão presentes na maioria das empresas, principalmente nos setores de mineração, óleo e gás", enfatiza Alves.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da Resgatécnica, empresa fabricante de diferentes equipamentos de resgate e salvamento e também representante de marcas mundiais deste segmento no Brasil, as novas tecnologias se aproximam dos órgãos brasileiros responsáveis pelo resgate, à medida em que há um intercâmbio maior entre os usuários nacionais, usuários de outros países que já utilizam e os fabricantes destes equipamentos. "A maior dificuldade para a implantação e aquisição de recursos tecnológicos nos serviços públicos de emergências está relacionada com os fatores de conhecimento e investimento, além da evidente cultura de resistência às inovações tecnológicas em alguns segmentos dos serviços públicos brasileiros", salienta Alves.

Sobre a realidade das corporações brasileiras, o coronel Wagner Bertolini Júnior, comandante do Corpo de Bombeiros Metropolitano do CBPMESP (Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo), enfatiza as dificuldades encontradas. "Em geral, os Corpos de Bombeiros do Brasil se empenham em utilizar os melhores equipamentos disponíveis no mercado. Talvez a maior dificuldade se faça com a complexidade e qualidade necessária destes materiais. A Lei de Licitações Brasileira exige editais complexos e detalhados, privilegia o menor preço e a indústria nacional que, muitas vezes, não apresenta equipamentos semelhantes aos importados", comenta Bertolini.

Data: 11/04/2017
Fonte: Revista Emergência-Bruna Klassmann

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