Geração Y - Geração do

 

     Se não é fácil conciliar os interesses de várias gerações no ambiente familiar imagine esse processo no ambiente empresarial. Em geral é a primeira vez na história que as empresas possuem ao mesmo tempo em seu quadro organizacional cinco gerações: A Tradicional, a Baby boomer, a Geração X, a Geração Y e a Geração Z.

 

     Hoje falaremos sobre a Geração Y que é composta pelos nascidos entre 1980 a 1990. Estes que nasceram neste período, tiveram infância e adolescência confortáveis e com mais segurança que as demais gerações, são filhos únicos ou com poucos irmãos de pais dedicados e focados a profissão com dificuldades de conciliar a vida profissional com a pessoal. Tecnologia não é problema para essa geração que cresceu conectada a internet e ao bombardeio de informações, adaptando-se a respostas rápidas e informais.

 

     Segundo Nicole Lipkin, autora do livro A Geração Y, esses jovens são a geração do “eu primeiro”, influenciados pela família, escola e sociedade essa geração foi criada para um senso de autoestima super desenvolvido, tendo poder nas tomadas de decisões familiares e estimulados de que poderiam fazer qualquer coisa que quisessem.

 

     Características diferentes das de seus pais que supervalorizavam a profissão e tinham o trabalho como a sua identidade, essa geração coloca a vida pessoal acima da profissional, não querem esperar o aposento para viver a vida, querem vive-la agora, levando ao extremo o princípio que só vale a pena trabalhar em uma organização enquanto lhe for vantajoso para seu rápido crescimento. Costumam ser individualistas e não ligarem para padrões hierárquicos.

 

     As empresas estão em fase de compreender melhor as características e princípios dessa geração que está com forte influência no mercado de trabalho. A princípio o que sabemos é que quanto mais hierárquica e menos democrática for a empresa, mais trabalhoso será em atrair e reter esses jovens profissionais que não estão em busca de organizações que  possuem sobrenome organizacional, o que realmente os fascina são desafios, perspectivas de crescimento profissional muito rápido, chances de mostrar seu desempenho, aliados a uma vida saudável e flexível.

 

     São chamados de infiéis, devido à inclinação que possuem a trabalhar em empresas que invistam em seu desenvolvimento, identificando seus talentos e os recompensando por isso. São impacientes, imediatistas, não gostam de monotonia, querem altos salários e supervalorização, caso isso não aconteça, a probabilidade de deixarem seu emprego é muito maior do que as pessoas de outras gerações.

 

     De contra partida são pessoas que querem trabalhar muito, mais com inteligência conciliando sua vida pessoal e o trabalho. Profissionais com iniciativa, rapidez, criatividade, inovação e grande capacidade para resolver problemas, sabem trabalhar em equipe, se utilizam das redes sociais e de massa para comunicarem-se e adoram desafios. Mais cuidado, não gostam de ser mandados. Diga-lhes apenas o que precisa ser feito, mais não lhes diga como tem que ser feito.

 

     Sem dúvida, os chamados ‘’Ys’’são um grande desafio aos profissionais de RH, que precisam revisar sua cultura organizacional e seus processos operacionais básicos, visto que, esses jovens estão ligados a culturas de desempenho que tem como foco o resultado e não a permanência ou até mesmo a presença no local de trabalho, o que desestrutura e muito as políticas empresariais atuais, principalmente as compostas nas empresas tradicionais. Isto sem contar a Geração Z, que será tema do artigo em outro momento.

Data: 20/05/2016

 

 

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